|
Description:
|
|
O transtorno de déficit de atenção, com ou sem hiperatividade (TDAH) envolve alterações funcionais no córtex pré-frontal, cerebelo, giro do cíngulo anterior, lobos temporais, gânglios da base e sistema límbico profundo. Alterações nessas estruturas comprometem atenção, organização, memória, planejamento, controle inibitório, regulação emocional e processamento motivacional. Impacto do TDAH no cotidiano Rotinas prolongadas para tarefas simples Bloqueio cognitivo na escrita Reuniões escolares que descrevem crianças brilhantes, porém dispersas Múltiplos lembretes necessários para atividades básicas Procrastinação extrema Atrasos recorrentes Ambiente doméstico caoticamente desorganizado Atenção instável em contextos sociais Frustração parental acumulada Comportamentos impulsivos em público Interrupções constantes Explosões emocionais com pouca provocação
Esse conjunto de experiências ilustra o impacto funcional real do TDAH, destacando a urgência de avaliação especializada e tratamento direcionado. No livro Healing ADHD (Curando o TDAH) o psiquiatra Daniel Amen, propõe a existência de 7 subtipos de transtorno de déficit de atenção, com ou sem hiperatividade. Classificação dos Subtipos de TDAHTipo 1. TDAH Clássico Padrão neurocognitivo caracterizado por desatenção persistente, distração fácil, desorganização funcional, inquietação motora, hiperatividade e impulsividade. Tipo 2. TDAH Desatento Predomínio de desatenção, distraibilidade elevada e desorganização. Frequentemente descrito como sonhador, lento, introspectivo e hipofuncional. Ausência de hiperatividade. Tipo 3. TDAH Hiperfocado Desatenção associada à dificuldade marcada de alternância atencional. Tendência a ciclos ruminativos, rigidez cognitiva, preocupação excessiva e comportamento opositor. Hiperatividade variável. Tipo 4. TDAH do Lobo Temporal Desatenção, distração, desorganização, irritabilidade, impaciência, pensamento negativo, instabilidade afetiva e possíveis dificuldades de aprendizagem. Hiperatividade variável. Tipo 5. TDAH Límbico Desatenção e distração acompanhadas de humor cronicamente deprimido, negatividade persistente, baixa energia, isolamento social e sentimentos recorrentes de desesperança. Hiperatividade variável. Tipo 6. TDAH Anel de Fogo Desatenção com elevada reatividade emocional, irritabilidade, hipersensibilidade e labilidade de humor. Tendência a comportamentos opositores. Hiperatividade variável. Tipo 7. TDAH Ansioso Desatenção associada à ansiedade elevada, tensão física, preocupação antecipatória, ansiedade social e sintomas somáticos relacionados ao estresse. Hiperatividade variável. De acordo com Daniel Amen, conhecer o subtipo é fundamental para intervenções mais direcionadas e eficazes. Para chegar a esta classificação o médico avalia 4 aspectos: Biológico: genética, nutrição, exercício, saúde geral, sono. Psicológico: histórico de desenvolvimento, padrões de pensamento. Social: estressores, qualidade das relações. Espiritual: propósito, significado, motivação existencial.
Avaliação do Funcionamento Cerebral Utilização de SPECT, EEG quantitativo e testes neuropsicológicos para análise de humor, ansiedade, habilidades sociais, atenção, memória, função executiva, velocidade de processamento, impulsividade e viés negativo. Questionários online substituem exame de imagem quando indisponível. Conhecimento de Marcadores Fisiológicos Monitoramento de antropometria, pressão arterial, glicemia, função tireoidiana e outros biomarcadores essenciais para desempenho cognitivo e energético. A combinação desses processos orienta um plano terapêutico preciso baseado nos quatro círculos: intervenções biológicas, psicológicas, sociais e espirituais. Aumento da Reserva Cerebral Priorização da saúde cerebral, eliminação de fatores tóxicos e manutenção sistemática de hábitos protetores como exercício, alimentação adequada, suplementação específica, aprendizagem contínua e manejo de estresse. Tratamentos Comuns para Todos os Subtipos Intervenções específicas podem melhorar marcadamente a função cerebral, evidenciadas por exames antes e depois. O objetivo do tratamento é remover barreiras, não alterar a identidade do indivíduo. Suplementação multivitamínica e mineral completa. Ingestão de óleo de peixe com predominância de EPA. Eliminação de cafeína e nicotina. Exercício diário por 30 a 45 minutos. Limitação rigorosa de telas a 30 minutos por dia. Alimentação com ênfase em proteínas e redução de carboidratos simples. Interação sem gritos para evitar reforço negativo mediado por dopamina. Triagem de dificuldades de aprendizagem, especialmente no subtipo 4. Continuidade da busca por ajuda profissional.
nutrição no tdah
|