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Description:
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A intoxicação por metanol é uma emergência médica grave que ocorre quando uma pessoa ingere (ou, mais raramente, inala) metanol (álcool metílico) — uma substância altamente tóxica encontrada em solventes, combustíveis, anticongelantes e bebidas adulteradas (“álcool caseiro”). FisiopatologiaO metanol em si não é extremamente tóxico, mas seu metabolismo hepático produz compostos altamente tóxicos:
O ácido fórmico é o principal responsável pela acidose metabólica grave e toxicidade ocular (pode causar cegueira). O metabolismo é lento, então os sintomas podem demorar horas a se manifestar. SintomasInício: 6–30 horas após ingestão (mais rápido se não houver etanol junto). Fases e sinais típicos: Fase inicial (semelhante ao álcool comum): Euforia, tontura, náuseas, vômitos, dor abdominal.
Fase tóxica (após metabolização): Cefaleia intensa, visão borrada ("como se tivesse uma névoa"), cegueira. Hiperventilação (por acidose metabólica). Confusão, convulsões, coma.
Diagnóstico
Baseia-se em histórico clínico e achados laboratoriais: Gasometria arterial: acidose metabólica com ânion gap elevado. Osmolaridade plasmática: aumento do gap osmolar Dosagem de metanol (se disponível). Exame oftalmológico: edema de papila, alterações retinianas.
TratamentoDeve ser imediato — quanto mais precoce, melhor o prognóstico.
Suporte básico: Manter via aérea, ventilação e circulação. Corrigir acidose (bicarbonato de sódio IV). Diazepam para crise convulsiva
Bloquear metabolismo do metanol: Remover metanol e metabólitos: Tratar toxicidade metabólica:
PrognósticoMortalidade: 20–50% se não tratado. Se o tratamento for precoce, a recuperação é possível, mas lesões visuais podem ser permanentes.
Por que usar Ácido Fólico (ou Folinato de Cálcio / Ácido Folínico)?O ácido fólico (vitamina B9) e o folinato de cálcio participam de uma via alternativa que ajuda a eliminar o ácido fórmico do organismo. Mecanismo bioquímico:O ácido fórmico é normalmente convertido em CO₂ e H₂O por uma via dependente de tetraidrofolato (THF):
Essa reação é catalisada pela enzima 10-formil-tetraidrofolato desidrogenase. Quando administramos ácido fólico (ou folinato): Aumentamos o pool de tetraidrofolato ativo. Isso acelera a conversão do ácido fórmico em CO₂, reduzindo sua concentração e toxicidade. Resultado: menor acidose metabólica e menor lesão ocular.
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