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A microbiota intestinal (trilhões de microrganismos no nosso intestino) atua como um elo entre a dieta e a saúde. Ela transforma alimentos em metabólitos que afetam o metabolismo, a inflamação e até o sistema imunológico!
Perler, Friedman, & Wu, 2023
Dietas saudáveis tendem a ser ricas em fibras, gorduras insaturadas e polifenóis, e pobres em gorduras saturadas, sal e carboidratos refinados. Já o padrão alimentar ocidental moderno — ultraprocessados, calorias densas e baixo teor de fibras — está associado a obesidade, síndrome metabólica e doenças cardiovasculares. Microbiota como mediadoraA microbiota age como um fator ambiental importante, interagindo com nutrientes da dieta para gerar metabólitos (como AGCC, ácidos biliares secundários e aminas) que modulam diretamente a saúde do hospedeiro . Esses metabólitos influenciam: 3. Impactos de padrões alimentaresDieta ocidentalBaixa variedade microbiana e menor produção de AGCC Predominância de bactérias pró-inflamatórias Aumento da permeabilidade intestinal (endotoxemia) Contribuição para resistência insulínica, obesidade e doenças crônicas
Dieta Mediterrânea e baseada em plantasAlta diversidade microbiana, com aumento de Bifidobacterium, Bacteroides, Faecalibacterium, Roseburia Elevação dos AGCC (butirato, acetato, propionato), que reforçam a barreira intestinal, reduzem inflamação e promovem regulação glicêmica Polifenóis e gorduras insaturadas (como azeite de oliva) atuam como prebióticos naturais, favorecendo bactérias anti-inflamatórias
4. Mecanismos celulares e molecularesAGCC ativam receptores GPR41/GPR43, estimulam GLP-1 e PYY, regulam apetite, glicemia e gordura corporal Ácidos biliares secundários modulam FXR e TGR5, influenciando metabolismo de lipídios e sensibilidade à insulina Proteólise bacteriana em dietas ricas em proteína animal produz compostos tóxicos (BCFAs, indóis, aminas) que impactam negativamente a mucosa intestinal e aumentam inflamação
5. Aplicações clínicas: exemplo da diabetes gestacional (DMG)Gestantes com DMG exibem microbiota com menor diversidade e aumento de bactérias pró-inflamatórias como Fusobacterium, Ruminococcus e Blautia, e redução de Faecalibacterium e Akkermansia Intervenções alimentares (dieta Mediterrânea, fibras, prebióticos/probióticos, baixa IG) associam-se a aumento de SCFAs, melhora da barreira intestinal e redução da inflamação – fatores que contribuem para prevenir DMG
6. Recomendações para o leitorPriorize fibras prebióticas — consumidas em cereais integrais, legumes e vegetais — para estimular bactérias benéficas e gerar AGCC. Adote gorduras insaturadas e polifenóis — presentes no azeite, nozes, frutas e chás — para favorecer uma microbiota anti-inflamatória. Evite ultraprocessados, açúcar refinado e gorduras saturadas — minimizando a criação de um ambiente intestinal prejudicial. Considere probióticos/prebióticos clínicos especialmente em condições metabólicas (como DMG), observando evidências que mostram melhora de marcadores inflamatórios e metabólicos.
Microbiota e Transtorno do Espectro do Autismo
Taniya et al., 2022
Estudos também apontam conexões entre a microbiota intestinal e o transtorno do espectro autista (TEA). Crianças com autismo frequentemente apresentam alterações na composição microbiana e na permeabilidade intestinal. Intervenções nutricionais e ajustes no padrão alimentar vêm sendo investigados como aliados no cuidado e na regulação de sintomas gastrointestinais e comportamentais. Cuidar do seu intestino é cuidar da sua saúde como um todo. Seu prato influencia até suas células — e possivelmente também seu cérebro.
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