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A microbiota de pacientes com doença renal crônica é bastante alterada.
Bhargava et al., 2022
Cetonas e Proteção Renal: Perspectivas Terapêuticas para a Doença Renal Crônica (DRC) A Doença Renal Crônica (DRC) tem se tornado uma preocupação crescente em todo o mundo, com um número alarmante de pacientes, especialmente em países desenvolvidos. Embora o tratamento convencional, como o controle da hipertensão e diabetes, seja eficaz, não há terapias que restauram a função renal danificada. Nesse contexto, novas abordagens terapêuticas estão sendo exploradas, e uma delas é o impacto do jejum e da restrição calórica sobre a saúde renal, com destaque para o papel dos corpos cetônicos. Jejum e Seus Efeitos no Metabolismo Renal O jejum tem sido um estado fisiológico pelo qual os seres humanos passaram ao longo de sua história. Hoje, com a prevalência da saciedade, observamos uma relação entre a superalimentação e o aumento da incidência de DRC. Em resposta ao jejum, várias vias moleculares são ativadas, incluindo a proteína quinase ativada por AMP (AMPK), o alvo mecanicista do complexo 1 da rapamicina (mTORC1) e a autofagia. A ativação do mTORC1 em situações de sobrecarga de nutrientes promove a proliferação celular, enquanto o jejum induz a resposta de adaptação celular e a degradação de componentes intracelulares para garantir energia. O Papel dos Corpos Cetônicos Os corpos cetônicos, inicialmente vistos como prejudiciais, têm ganhado atenção por seu papel potencial como reguladores do mTORC1 durante o jejum. Durante esse estado, a produção de cetonas pelo fígado e pelos rins se intensifica, fornecendo uma fonte alternativa de energia. Esses corpos cetônicos podem exercer efeitos renoprotetores, inibindo a ativação excessiva de mTORC1 e promovendo a manutenção celular. mTORC1 e Autofagia: Regulação da Função Renal O mTORC1 é um regulador crucial das vias de sinalização nutricional e está associado à divisão celular e à proliferação. Sua ativação anormal pode contribuir para doenças renais, gerando estresse celular e apoptose. Além disso, a autofagia, um mecanismo intracelular de degradação de componentes danificados, também está relacionada à função renal. A ativação adequada da autofagia pode ser benéfica, ajudando na remoção de resíduos celulares, mas sua disfunção também pode ter efeitos adversos, especialmente em células renais, como os podócitos.
Yamahara, Yasuda-Yamahara, & Kume, 2024
Perspectivas Terapêuticas Embora o uso de medicamentos que regulam o mTORC1, como a rapamicina, tenha mostrado resultados promissores, efeitos colaterais significativos limitam sua utilização clínica. Alternativas como a manipulação dos corpos cetônicos, por meio de jejum controlado ou estratégias dietéticas, estão sendo investigadas para controlar o mTORC1 e proteger a função renal (Yamahara, Yasuda-Yamahara, & Kume, 2024). Aprenda a tratar a disbiose intestinal aqui.
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