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A motivação nos permite superar o custo percebido do esforço em busca de resultados desejados (recompensas/incentivos). Uma parte crucial do circuito de recompensa e motivação no cérebro é o núcleo accumbens. Evidências crescentes mostram que a função mitocondrial e o metabolismo nesse núcleo estão ligados ao comportamento motivado. Alterações nessa região têm sido associadas a maior estresse oxidativo e condições como depressão, frequentemente acompanhadas por falta de motivação.
O cérebro, devido ao seu alto metabolismo, está constantemente sujeito a estresse oxidativo (acúmulo de radicais livres). Comparado a outros tecidos de alta demanda energética, ele possui níveis relativamente baixos de glutationa, um dos principais antioxidantes internos do corpo. Isso o torna vulnerável ao chamado “estresse metabólico”. O que Diz a Ciência? Um estudo publicado na revista eLife comparou os níveis de glutationa no núcleo accumbens de humanos e ratos ao desempenho em tarefas relacionadas ao esforço. Resultados (Zalachoras et al., 2022): Níveis mais altos de glutationa foram correlacionados com maior motivação. Bloquear a glutationa levou a uma redução no desempenho motivado, especialmente ao longo do tempo. Suplementar com o precursor da glutationa, N-acetilcisteína (NAC), aumentou os níveis de glutationa e melhorou a resistência ao esforço. Fontes de N-acetilcisteína e Cisteína da dieta também ajudam a aumentar glutationa:
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