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O transtorno depressivo maior é uma das condições de saúde mental mais comuns no mundo. Como uma das principais causas mundiais de incapacidade, a depressão é uma doença grave que prejudica o funcionamento diário de uma pessoa. A depressão não tratada pode ter uma série de consequências, incluindo aumento nas taxas de abuso de álcool e drogas, menor satisfação com a vida e realização profissional e perda de salários. O microbioma intestinal, composto por trilhões de microrganismos, tem uma profunda influência na saúde mental e no humor. Estudos demonstraram uma forte ligação entre um microbioma intestinal desequilibrado (disbiose) e condições como depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático.
Alterações da microbiota estão ligadas ao desenvolvimento da depressão (Liu et al., 2023)
A disbiose pode levar a: Aumento da produção de citocinas inflamatórias, que podem afetar o sistema nervoso central e contribuir para a depressão. Alterações na produção de neurotransmissores, como serotonina e GABA, que desempenham papéis cruciais na regulação do humor. Desregulação do eixo HPA (hipotálamo-hipófise-adrenal), responsável pela resposta ao estresse.
O microbiota intestinal pode modular as respostas imunes antivirais, incluindo a produção de interferon tipo 1 e 3, o que pode influenciar a suscetibilidade a infecções virais e afetar a saúde mental. A composição da microbiota intestinal pode ser alterada por vários fatores, incluindo dieta, medicamentos, estresse e estilo de vida. Abordagens terapêuticas para melhorar a saúde do microbioma intestinal e, consequentemente, o humor incluem: Probióticos: A suplementação com psicobióticos pode ajudar a modular o sistema imunológico intestinal, reduzir a inflamação e melhorar a produção de neurotransmissores. Prebióticos: Os prebióticos fornecem alimento para as bactérias benéficas no intestino, promovendo seu crescimento. Transplante de microbiota fecal (FMT): O FMT demonstrou melhorar a depressão e a ansiedade em indivíduos com síndrome do intestino irritável (SII), transferindo microrganismos de um doador saudável. Contudo, ainda não está aprovado para estes casos na maioria dos países. Dieta: Uma dieta antiinflamatória, rica em fibras e polifenóis promover um microbioma intestinal saudável. Exercício: O exercício físico demonstrou aumentar a abundância de bactérias benéficas no intestino.
Além disso, é importante abordar problemas de saúde subjacentes, como hipotireoidismo e sensibilidade ao glúten, que podem contribuir para a disbiose e afetar negativamente o humor. Testes de laboratório, como mapeamento da microbiota intestinal, avaliação de citocinas séricas e testes de metabolômica, podem fornecer informações valiosas sobre a saúde do microbioma intestinal e identificar desequilíbrios específicos. Essas informações podem orientar intervenções personalizadas para restaurar um microbioma intestinal saudável e melhorar o bem-estar mental. Compreender a complexa interação entre o microbioma intestinal e a saúde mental está abrindo novos caminhos para o tratamento de transtornos do humor. Ao visar o microbioma intestinal por meio de intervenções direcionadas, os profissionais de saúde podem ajudar os indivíduos a alcançar uma saúde mental e um bem-estar ideais. Para mais informações marque aqui sua consulta de nutrição online.
Depressão na mundoA Organização Mundial da Saúde monitora as taxas de depressão ao redor do mundo. No entanto, é essencial ter em mente que a depressão e outras condições de saúde mental são amplamente subnotificadas ao redor do mundo. Preconceitos culturais, estigma social e falta de acesso a exames e tratamento podem influenciar as taxas de subnotificão. As descobertas mais recentes sobre as taxas globais de depressão dac OMS indicam que os seguintes países têm as maiores taxas de depressão: China, Índia, Estados Unidos, Brasil, Bangladesh, Rússia, Indonésia, Nígeria, Paquistão e Irã. Nos Estados Unidos, a depressão custa à economia dos EUA mais de 210 bilhões de dólares por ano. Quais fatores desempenham um papel na determinação das taxas de depressão de um país? A cultura é incrivelmente importante para determinar as taxas de depressão. A cultura de uma nação e sua sociedade podem ter um impacto significativo na saúde mental de uma pessoa e na disponibilidade de serviços de tratamento de saúde mental. Nos EUA as altas taxas de depressão são atribuídas à falta de serviços de saúde mental e dificuldades financeiras. Depressão na EuropaDe acordo com um estudo publicado no Journal of Health Monitoring, que se baseia em dados da Pesquisa Europeia de Entrevistas de Saúde (EHIS), Luxemburgo tem a maior proporção geral de prevalência de sintomas depressivos da UE. Enquanto a média da UE é de 6,6% da população, Luxemburgo chega a 11% - cinco pontos percentuais acima da UE como um todo. A vizinha Alemanha vem em segundo lugar com 9,2%, com Portugal em terceiro (9,1%). A prevalência da França também está acima da média da UE em 7,2%. Em toda a UE, a prevalência de sintomas depressivos é maior entre as mulheres (7,9%) do que entre os homens (5,2%). Isso também é verdade para Luxemburgo, onde a taxa entre as mulheres é de 11,7%, em comparação com 8,2% entre os homens. Apenas Portugal (12,9%) relatou uma taxa mais elevada de sintomas depressivos nas mulheres. Tratamento da depressãoO tratamento "padrão ouro" para a depressão geralmente combina terapia farmacológica e psicoterapia, adaptados às necessidades individuais do paciente. O objetivo é aliviar os sintomas, melhorar a funcionalidade e prevenir recaídas. 1. Terapia FarmacológicaOs antidepressivos mais comumente utilizados incluem: Inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRS): Fluoxetina, Sertralina, Citalopram, Escitalopram, Paroxetina. Inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN): Venlafaxina, Duloxetina. Antidepressivos tricíclicos: Amitriptilina, Nortriptilina (usados com mais cautela devido aos efeitos colaterais). Outros antidepressivos: Bupropiona, Mirtazapina.
A escolha do medicamento depende de fatores como: Sintomas específicos (ex.: insônia, ansiedade). Histórico médico e resposta a tratamentos prévios. Possíveis interações medicamentosas e efeitos colaterais.
2. PsicoterapiaAs abordagens psicoterapêuticas mais eficazes incluem: Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC): Ajuda a identificar e modificar padrões de pensamento e comportamento negativos. Terapia Interpessoal: Foca nos relacionamentos e nas interações sociais do paciente. Psicoterapia psicodinâmica: Explora questões emocionais e inconscientes.
3. Tratamentos Complementares Atividade física regular: Efeitos antidepressivos comprovados. Mindfulness e meditação: Redução de sintomas de ansiedade e estresse. Estimulantes cerebrais: Técnicas como Eletroconvulsoterapia (ECT) ou Estimulação Magnética Transcraniana (TMS) são usadas em casos graves ou resistentes. Tratamento da disbiose intestinal: Falo mais no vídeo:
4. Suporte Social e Estilo de VidaManutenção de uma rede de apoio social. Práticas de autocuidado: sono regular, alimentação antiinflamatória e controle do estresse.
O plano ideal deve ser individualizado, com monitoramento próximo por parte de profissionais de saúde mental, como psiquiatras e psicólogos. Em casos graves, pode ser necessário tratamento hospitalar.
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