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Podcast: Hack Life Cast
Episode:

meu cachorro, meu mestre

Category: Business
Duration: 00:18:57
Publish Date: 2019-02-08 12:33:00
Description:


Sou sincero com você. Quando imaginava como seria minha vida quando eu tivesse um cachorro, eu me visualizava correndo no parque com meu cachorrão ao meu lado, ou então a alegria de ficar jogando a bolinha para ele pegar.

Mas eu jamais imaginei que a experiência de ter um cãozinho em casa me faria conectar ainda mais com a minha humanidade.

O Hórus chegou em casa com pouco mais de 1 ano de vida.

Nesse ano e meio, antes de adotarmos ele, ele passou por 3 lares diferentes.

A estória que ouvimos foi que ele nasceu em uma fazenda, e, sendo um cão da raça Border Collie, um cão de pastoreio, não viam muita utilidade para ele, pois, ao contrário dos outros Border Collies da fazenda, o Hórus sempre foi mais “bonzinho” e não mostrava interesse em pastorear.

Sendo assim, ele ficava sempre preso, largado, e para se alimentar tinha que disputar comida com os outros animais. A melhor oferta para comer geralmente era a lavagem de porco.

Uma amiga nossa, a Pri, é veterinária e foi um belo dia visitar essa fazenda para trabalhar e viu ele todo tristonho e largado em um cantinho.

Preocupada, ela perguntou à proprietária da fazenda:
“Mas… e esse cachorro aqui? Ele não me parece que está sendo bem cuidado! Eu tenho algumas dicas de como vocês podem deixar a vida dele melhor.”

Foi que a dona da fazenda respondeu:

“Se você tá com dó, então pode levar ele!”

E foi assim que o Hórus, que na época não tinha esse nome, foi para o seu segundo lar.

Ele recebeu o nome de Caetano e junto com isso um trato completo. A Pri conta que as pulgas caiam aos montes dele durante o primeiro banho.

Para encurtar um pouco a história, basta dizer que ele passou um tempo de adaptação na casa de um professor da Pri, e depois na casa dela. Mas como ele não se deu bem com os gatos que eles tinham, logo começaram a buscar um novo lar para o, até então, Caetano.

E é ai que entramos na história.


as fotos do instante em que vimos o Hórus pela primeira vez

Do meu lado, eu sempre expressei desejo de ter um cachorro, especialmente um Border Collie, já que eu adoro sair andando todos os dias e correr.

A Pamella, irmã da Pri, sabendo disso, entrou em contato com a Nádia, minha mulher, e contou a estória do Caetano.

E apesar de todo o medo, das incertezas, de sentir que não estávamos prontos, aceitamos.

Foi uma das coisas mais loucas da minha vida, eu estava passando por um baita sufoco financeiro, morando na casa dos meus sogros. Logo me veio a imagem daquelas pessoas largadas que passam a vida inteira morando de favor, e ainda mais levando um cachorro junto….

Poucos dias antes do Caetano chegar em casa, veio um “click” na Nádia e ela falou: “Por que não chamamos ele de Hórus?”

O nome veio na intuição, e logo depois, assistindo ao documentário “O olho de Hórus”, é que entendemos racionalmente a grandeza do nome.

Eu mal sabia aonde a vida estava começando a me levar…

Hórus é a divindade egípcia que representa a iluminação, a ressurreição, a imortalidade e o fim das limitações materiais.

Hórus representa um falcão dourado que tudo vê, que voa livre como um espírito, que de cima consegue ver o drama da vida e a roda de reencarnações, acessando a frequência altíssima do amor e compreendendo a razão de sua existência e as forças fundamentais do universo.

Na mitologia, Hórus é filho de Osíris e Ísis. Ele representa a obra prima, o estado da arte de união entre masculino e feminino. Hórus representa o triunfo da luz sobre a escuridão, o domínio da animalidade original, o fim das limitações materiais, o passo definitivo da ignorância à sabedoria.

E sim, o Hórus é o ser iluminado da casa.

Ele trouxe visão, ordem, amor, clareza, leveza e sensibilidade para nossas vidas.

Ele reforça o elo na união com a minha “Ísis”.

Em menos de 1 mês que adotamos ele, encontramos a casa ideal e mudamos.

Em 3 meses, reinventei o Hack Life e comecei uma espiral ascendente rumo à abundância.

Em 8 meses, paguei boa parte das dívidas que possuía.

Pode parecer exagero falar que foi só meu parceiraço peludo que ajudou com isso, e realmente é.

Sem a minha musa “Isis”– Nádia e sem um bocado de força de vontade da minha parte para acessar o Osíris dentro de mim, para acessar mais uma vez o mundo dos mortos e transformar a minha avareza, mesquinhez, inveja, gula, raiva, ganância e soberba, também não seria possível.

Mas nós 3 nos amplificamos, nos nutrimos e nos amamos. E é esse o catalisador para mudanças grandiosas dentro do nosso cosmos familiar.

Depois de 1 ano e meio nessa jornada, resolvi escrever esse artigo para honrar, agradecer e sentir tudo o que meu amicão me ensina e re-ensina, todos os dias.

O Hórus me ensinou a:

#1 aprender a canalizar a minha energia masculina e a transformar raiva em amor

O Hórus é um serzinho incrivelmente sensível, e medroso. Na fazenda onde ele morava, além de ser renegado, também usavam da violência para tentar “educar” ele.

Isso traz para ele traumas dos mais diversos, e faz dele um cachorro um tanto diferente.

Costumo chamar ele de “minha florzinha”, ou de “meu coração”.

Assim como uma flor: que brota e floresce.

Ou como o coração: que se fecha rapidamente, mas que para abrir é preciso paciência, ternura, sutileza, cuidado e amor, assim também é o Hórus.

Qualquer barulhinho diferente, um estalar de brasa, a chama do isqueiro, um bater de porta, ou mesmo falar com ele quando se está com uma energia raivosa já faz ele abaixar o rabinho e as orelhas e ir direto para a “caverninha” dele debaixo da escada.

Lá, ele fica quietinho, deitado encolhido na posição de raposa, e para fazer ele sair desse estado é necessário todo o cuidado, chegar com sutileza, não olhar nos olhos dele, mostrar com toda a energia que você quer o bem dele, e deixar ele encostar em você.


Hórus com cara de medroso e posição de raposinha

A mesma coisa com pessoas novas em casa.

Especialmente com homens, o Hórus late descontroladamente, até eu chegar, abrir o peito e a energia, mostrar para ele que eu estou lá, que eu tenho a energia da casa, e então peço para a pessoa, devagarzinho, estender a mão para dar o primeiro carinho nele.

Se eu não estou perto para dar o suporte que ele precisa, ele continua latindo descontroladamente.

Demorou um tempo até eu entender que “PARA COM ISSO! NÃO LATE! QUE FEIO! VAI JÁ PRA CASINHA!”…                                  </td>
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