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Até ao final do mês pode ser vista, em formato online, a exposição “Ubuntu” do cabo-verdiano José Pereira. Um olhar sobre a humanização do mundo realizado no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia.
São 15 imagens que visam expressar uma forma de convivência pacífica, aceitação das diferenças e solidariedade. As fotografias representam o continente africano, mas são na sua totalidade recolhidas nas ilhas de São Vicente e de Santiago, em Cabo Verde.
Em declarações à RFI, José Pereira explicou que “todas as fotografias foram feitas em Cabo Verde”. A primeira é o Marco da escravatura, na Cidade Velha, e a última é uma paisagem da praia de São Pedro na ilha de São Vicente, que nas palavras do autor "transmite esperança num mundo melhor”.
Com este trabalho Pereira quis igualmente fazer um paralelismo entre o “espírito Ubuntu e o espírito Morabeza, esse sim mais cabo-verdiano, mas que em termos de princípios e valores se traduz exactamente no mesmo : respeito, consideração, saber acolher e tratar o próximo como se fossemos nós mesmos”.
A exposição conta com a curadoria do sociólogo Nadir Sousa e edição audiovisual do fotógrafo Eneias Rodrigues.
A mostra de José Pereira surge em paralelo com a exposição "África em Lisboa” da portuguesa Ana Carvalho, que retrata a presença e o impacto da cultura africana em Lisboa.
O fotógrafo cabo-verdiano foi convidado para esta exposição colectiva pelo do Comité Económico e Social Europeu no âmbito da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia. Escolheu a filosofia Ubuntu precisamente por preconizar um mundo mais harmonioso entre a relação entre os povos: “sobre a temática, sugeriram-me que fosse qualquer coisa sobre África em África. De acordo com o contexto mundial em que vivemos, pensei na filosofia Ubuntu, precisamente, por preconizar um mundo mais harmonioso entre a relação entre os povos, consideremos sempre que somos partes individuais de um todo. Ou seja, a minha existência tem de ter em consideração a sua existência. Penso que no sentido comunitário a fraternidade, o respeito pelas culturas diferentes e a promoção de uma cidadania universal devem estar imbuídos deste espírito Ubuntu para construirmos e vivermos um mundo melhor”.
A exposição pode ser vista na página de internet do Comité Económico e Social Europeu até ao fim do mês e surge no âmbito da Cimeira UE-África 2021 e da Presidência Portuguesa do Conselho da Europa.
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