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Palavra pregada pelo Pastor Juliano Braghini no dia 27/08/2017.
INTRODUÇÃO: é interessante pensar que muitas de nossas doenças podem estar diretamente ligadas à nossa falta de comprometimento. É preciso, portanto, reavaliar nossos caminhos. “Agora, assim diz o SENHOR dos Exércitos: Vejam aonde os seus caminhos os levaram.” (Ageu 1:5). Ter uma perspectiva correta é fundamental para recebermos a cura. Veja: se temos: comida na geladeira; roupas no armário; um telhado sobre sua cabeça; um lugar para dormir somos mais ricos que 75% da população mundial. Se frequentamos uma igreja sem medo de sermos importunados, presos, torturados ou mortos, somos mais abençoados que 3 bilhões de pessoas no mundo. Saber disso não deve criar em você um sentimento de culpa, mas gratidão a Deus por Ele ter lhe permitido essa situação privilegiada, mas é preciso se sentir incomodado. A culpa deve ser a de ignorarmos os homens, mulheres e crianças deste mundo, que não tem o que temos. Por isso, precisamos entender o conceito de rendição. Rendição tem o mesmo sentido de humildade, mansidão, baixar a guarda, entregar-se.
Rendição implica em fracasso, uma decisão tomada quando nenhuma outra é possível. É tempo de parar de lutar para se auto defender, auto satisfazer. Decida se comprometer com Ele e seu Reino. Escolher se comprometer é escolher a Cura.
Quando eu escolho me comprometer com Deus, basicamente estou decidindo duas questões fundamentais de fé em minha vida:
1) A CONFIANÇA EM QUEM EU CREIO: “Pois o SENHOR vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e temível.” (Dt 10:17);
2) A CONFIANÇA A QUEM EU PERTENÇO: “Portanto, vocês já não são estrangeiros nem forasteiros, mas concidadãos dos santos e membros da família de Deus.” (Ef 2:19).
Então, para ser curado, me rendendo ao Senhorio de Cristo, eu conscientemente e livremente eu escolho me comprometer:
a) TODA A MINHA VIDA E VONTADE: “Da mesma forma, qualquer de vocês que não renunciar a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.” (Lc 14:33). Sem render nossa vontade, não há possibilidade de obedecer integralmente a Deus.
b) TODO CONTROLE E CUIDADO A CRISTO: “Tomem sobre vocês o meu jugo e aprendam de mim, pois sou manso e humilde de coração, e vocês encontrarão descanso para as suas almas.” (Mt 11:29): Para viver a minha cura plena, eu Escolho o Compromisso: Escolho hoje conscientemente entregar toda a minha vida e vontade ao cuidado e controle de Cristo.
PORTANTO, ESCOLHER SE COMPROMETER COM DEUS IMPLICA EM…
1. ABRIR MÃO DO ORGULHO PESSOAL: “Pois quem quiser salvar a sua vida, a perderá, mas quem perder a sua vida por minha causa, este a salvará” (Lc 9:24)
Disse Jesus: Marcos 8:34-37 que o discípulo deve tomar sua cruz. “Tomar a cruz” é uma atitude de obediência radical a Deus, em que você, por vontade própria, aceita qualquer consequência pelo bem de Jesus. É concordar com Deus que o caminho dele é o melhor em qualquer situação e escolher a obediência a ele acima de qualquer autoridade, sem levar em conta o que você pensa sobre o assunto. Esse “morrer” para a própria vontade e para o autocentrismo não acontece facilmente dentro de nós. São necessários anos e anos de prática, e o processo abrange os maiores e menores detalhes de nossa vida. Todos os dias, por meio de circunstâncias que cruzam o nosso caminho, Deus nos concede oportunidades para tomarmos a nossa cruz e morrermos para nós mesmos.
2. ACEITAR A PERSPECTIVA DO AGIR DE DEUS: “Provem e vejam como o Senhor é bom. Como é feliz o homem que nele se refugia!” (Sl 34:8). A maneira de Deus fazer as coisas pode não ser claramente entendida, num primeiro momento, mas confiar nEle sempre revelará que Ele fez, está fazendo, e fará o que é melhor, sempre.
3. ENCARAR O MAL DA MINHA PRÓPRIA CARNE: “O coração é mais enganoso que qualquer outra coisa e sua doença é incurável. Quem é capaz de compreendê-lo?” (Jr 17:9) Não podemos confiar em nosso coração, na nossa “carne”. Desde que ela está corrompida pelo pecado, não pode ser confiável. Nossos sentimentos podem nos enganar. A verdade é que “estamos a um passo da queda”. Nos escandalizamos com os políticos, com os desonestos, com os exploradores, mas bem sabemos, que pecado não tem tamanho. Mas, o coração quebrantado é o que atrai a Deus, não o espírito altivo. Quebrantamento é uma raridade em nossos dias, aquele quebrantamento que reconhece o que somos, e do que somos capazes, diante de Deus, a exemplo de Isaías.
4. TOMAR POSIÇÃO DE GUERREIRO DE ORAÇÃO: “Bendito seja o SENHOR, a minha Rocha, que treina as minhas mãos para a guerra e os meus dedos para a batalha.” (Sl 144.1) Chega uma hora em que temos que “descer do muro”. É confortável ficar lá, onde ninguém pode nos confrontar, e onde temos a “segurança” de não sermos rotulados. Jesus nunca esteve no muro, muito menos usou um para se proteger. Nós nos omitimos. O que dizer diante do ditado: “quem cala, consente”?
5. COMPROMISSO DE SERVIÇO COM A IGREJA LOCAL: “Por onde forem, preguem esta mensagem: O Reino dos céus está próximo. Curem os enfermos, ressuscitem os mortos, purifiquem os leprosos, expulsem os demônios. Vocês receberam de graça; deem também de graça.” (Mt 10.7-8).
6. EXERCER O DOM DA PRESENÇA: “A virgem ficará grávida e dará a luz um filho, e lhe chamarão Emanuel, que significa Deus conosco.” (Mt 1.23) Oferecer a si mesmo é a melhor dádiva que seu próximo possa querer. Estar perto faz muita diferença. Pode curar você e curar as pessoas.
7. FAZER ALIANÇA DE EMPATIA COM A DOR DO OUTRO: “Quero conhecer Cristo, o poder da sua ressurreição e a participação em seus sofrimentos, tornando-me como ele em sua morte.” (Fp 3.10)
8. PARAR DE FALAR E COMEÇAR A AGIR: ““Filhinhos, não amemos de palavra nem de boca, mas em ação e em verdade.” (1 Jo 3:18). É preciso ir. Ver o que está acontecendo. Chorar com os que choram. Deus escolheu a igreja! Ele não propôs outra coisa, outro alguém, ou alternativa.
CONCLUSÃO: A igreja local é a esperança do mundo (Bill Hilbels). Isso tem a ver diretamente com você.
“Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.” (Gl 2:20).
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