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(Foto: Reprodução)
Em meio à pandemia de coronavírus, o número diário de enterros nos cemitérios públicos de São Paulo aumentou cerca de 10%, segundo apurado pelo Jornal da Band.
A prefeitura precisou contratar 200 coveiros de forma emergencial para reforçar a equipe nas próximas semanas. Ainda não há números consolidados para afirmar que o aumento na demanda foi causado por mortes relacionadas ao coronavírus. A prefeitura de São Paulo, responsável pelo serviço funerário, adotou um código classificação de casos que podem ser confirmados ou suspeitos de covid-19.
O código D3, segundo a prefeitura, “é usado para a segurança dos funcionários que realizam os manejos dos corpos com suspeitas ou casos confirmados da covid-19” e que não é “parâmetro estratégico sobre os óbitos” decorrentes da doença. Ainda segundo a prefeitura, não há contabilização sobre o número de declarações de óbito expedidas sob o código D3 em São Paulo desde o início da pandemia. Para diminuir o risco de contágio por coronavírus, os velórios de pessoas que morreram de covid-19 devem seguir regras rigorosas.
As cerimônias que envolvem mortes por outros motivos também devem ter menos tempo e um número reduzido de parentes e amigos, para evitar aglomerações. O Ministério da Saúde recomenda que os pacientes que morreram com suspeita ou confirmação do novo coronavirus não sejam velados.
O enterro está permitido, mas com no máximo dez pessoas. A orientação é que elas fiquem distantes cerca de DOIS metros umas das outras, o que inviabiliza até mesmo o abraço de conforto entre amigos e familiares na hora da despedida.
Elza Lopes de Jesus, esposa do garçom Danielson do Carmo, de 30 anos, que morreu no fim de semana vítima da covid-19, lamenta o enterro com caixão lacrado.
O irmão de Antonia Fernandes, também morreu de covid-19, aos 68 anos, e foi enterrado no mesmo cemitério. O caixão lacrado já é padrão adotado nas funerárias.
No caso de mortes não relacionadas ao coronavírus, os velórios seguem ocorrendo, mas com duração máxima de uma hora. Os enterros de pessoas com suspeita de covid-19 estão seguindo o mesmo protocolo dos casos confirmados, já que o resultado dos testes pode levar dias.
De acordo com o superintendente do Serviço Funerário da Prefeitura de São Paulo, Thiago Dias da Silva, todos os coveiros devem usar máscaras, luvas e uma roupa especial.
No protocolo adotado no Brasil, os corpos devem seguir do hospital ou de casa para o Instituto Médico Legal, de lá diretamente para a funerária e depois direto para a cova.
A Organização Mundial da Saúde divulgou no dia 24 de março um guia de orientação afirmando que “até agora não há evidências de pessoas que tenham sido infectadas pela exposição aos corpos de pessoas que morreram da Covid-19”. Em outro trecho, a entidade internacional afirmou que “a dignidade dos mortos, a cultura, religião, tradições e principalmente os familiares devem ser respeitados”.
A recomendação para evitar aglomerações em velórios e que eles sejam feitos em local aberto, entretanto, continua mantida.
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