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Abrimos esta Imprensa Semanal com COURRIER INTERNATIONAL, que se refere ao espectro de uma nova crise na Costa do Marfim, a manifestações violentas na Nigéria, a um terceiro mandato do Presidente da Guiné Conacri, na violência ou no Mali onde há uma transição após o golpe de 19 de agosto de 2020.
Por seu lado, o semanário L'OBS sobre o continente africano destaca Thomas Sankara, a segunda vida do Che Guevara africano. 33 anos após a sua morte, o antigo Presidente do Burkina Faso, fascina mais do que nunca. A juventude do país reclama a verdade sobre o seu assassínio assim como o papel desempenhado pela França.
Os jovens do país não viveram os quatro anos durante os quais esse revolucionário marxista dirigiu os destinos de Alto Volta, que ele mudou de nome para Burkina Faso, país de homens íntegros. Mas as ideias panafricanistas e terceiro mundistas de Thomas Sankara estão mais vivas do que nunca no seio dessa juventude depois de mais de 30 anos da sua morte, nota, L'OBS.
Por cá em França, o mesmo L'OBS, refere-se ao discurso de ódio nas redes sociais. Como regular o discurso sobre o ódio online? A ministra delegada para a Cidadania, Marlène Schiappa, criou um serviço de contra discurso republicano, prometendo lutar contra todos aqueles que recusarem o direito a um professor de analisar qualquer matéria da sua escolha nas salas de aula.
Uma referência ao assassínio de Samuel Paty, professor de história e geografia do ensino secundário por um extremista islâmico. Com este serviço pretende-se combater os discursos odiosos, racistas e antisemitas nas redes sociais sem que se tenha a certeza da sua factibilidade técnica, nota, L'OBS.
Bancos, o fim de um mundo, é o título de capa de L'EXPRESS. No seu artigo, o receio de um banho de sangue social, o semanário escreve que a digitalização de uma parte das actividades e mudanças de comportamentos dos clientes obrigam a maioria dos bancos a reduzir o tecido das suas redes.
Na sede do BNP Parisbas, no dia 13 de outubro, por trás da opulência e luxo, os sindicatos apelam à greve, uma segunda vez no espaço de dois anos, algo impensável nos anos 80. Os sindicatos denunciam um plano de despedimentos do primeiro banco francês e a raiva é crescente nas suas delegações nas províncias, sublinha, L'EXPRESS.
Recrudescimento da pandemia de Covid-19 em França
LE POINT, destaca hospitais e clínicas em tempos de Covid. Seis meses depois, há um recrudescimento da pandemia. A segunda onde é mesmo mais forte que a primeira em certas zonas do país sabendo que o pessoal médico e medicamentoso está esgotado e cada vez menos nos hospitais. Mas melhor organizado e informado sobre a doença.
Por ocasião da primeira vaga, um instinto guerreiro foi revelado, hoje sabemos o que vai acontecer e isso nos revolta, afirma o professor, Gilles Pialoux, chefe de serviço das doenças infecciosas do hospital Tenon, em Paris. Ouve-se dizer que tínhamos todos esses meses desde primavera para recrutar pessoal. Mas onde? Não temos solução, afirma o professor Eric Senneville, chefe do serviço de infectologia do hospital de Tourcoing, acrescenta, LE POINT.
Por seu lado CHALLENGEs faz a sua capa com Biden/Trump por trás das máscaras. A campanha presidencial divide profundamente um país esgotado. Em 8 meses o presidente americano passou de um balanço aceitável no plano económico para uma gestão da epidemia de Covid comprometendo a sua reeleição. Donald Trump encenou a sua infecção pela Covid seguida de cura o que galvanizou as suas tropas, mas reforçou igualmente o sentimento de rejeição do outro lado do eleitorado americano.
Doente ou não, Trump sabe como fazer quando se trata de demonstrações de força, o que é também uma confissão das suas fraquezas, escreve CHALLENGEs, retomado do semanário The Economist. Do outro lado, Joe Biden, o homem do consenso. Se ele for eleito, no dia 3 de novembro, o Presidente Joe Biden deverá enfrentar a tempestade económica procurando aliados tanto à esquerda democrata como junto de um congresso em vias de reconciliação, sublinha, CHALLENGEs.
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