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Num ano que se aproxima do fim, o impacto mundial da pandemia de Covid-19 é destacado nas revistas francesas desta semana. Fome, desemprego, vacinas e “fake-news” são alguns dos temas dominantes.
Começamos com o Courrier International que faz manchete com o amor em tempos de covid-19, mas que destaca, nas páginas interiores, realidades muito menos românticas. É o caso da fome de milhões de famílias nos Estados Unidos já que em nove meses os pedidos de ajuda alimentar subiram vertiginosamente. Em França, a pandemia dá o golpe de graça ao emprego com o fecho de fábricas e deslocalizações que ameaçam o tecido industrial e as famílias.
O Courrier International tem também uma chamada de primeira página sobre o Brexit intitulada “Reino Unido: Adeus União Europeia e bom declínio”. O redactor do artigo do The Daily Telegraph defende que a saída da União Europeia é uma libertação.
A revista publica, também, um artigo sobre o artista Davido descrito como “o som da contestação na Nigéria”. “Estrela mundial do afrobeat, o cantor nigeriano era conhecido por fazer dançar o seu país, mas nos últimos meses os seus ritmos transformaram-se na batida da revolta”.
La Vie faz manchete com o “Líbano, um país à procura de esperança”, com uma fotografia em grande formato de uma pessoa na varanda de um prédio destruído a olhar para o devastado porto de Beirute, quatro meses depois da explosão de nitrato de amónio.
Outro destaque nesta revista vai para o que é descrito como “a bomba relógio dos cancros” em tempos de Covid-19 devido a atrasos no diagnóstico e a operações adiadas.
L’Obs titula em primeira página “Na cabeça dos conspiradores”, em torno das “fake news”, da Covid-19, das vacinas, etc. “A teoria da conspiração é um fenómeno cada vez mais espalhado”, alerta.
Ainda nesta revista, destaque para o chamado “Pantera Negra”, o congolês Emery Mwazulu Diyabanza que quer dar a África obras que estão nos museus franceses.
L’Obs publica, também, um artigo sobre o futebolista francês de origem portuguesa, Antoine Griezmann, que rompeu o contrato com a Huawey para denunciar a participação do grupo chinês na repressão contra os uiguires.
Le Point faz manchete com “as viagens que construíram a França” a nível artístico, político e científico.
A revista também publica uma reportagem sobre descobertas arqueológicas em tempos de Covid-19 e poucos turistas, nomeadamente em Saqqarah, a grande necrópole no sul do Cairo, no Egipto.
Le Point também publica um dossier sobre como o Presidente francês Emmanuel Macron renova com a tradição literária da língua francesa, algo que se teria perdido desde François Mitterrand.
Na capa da L’Express, pode ler-se o título “Dinheiro fácil: a armadilha dos vícios” numa referência às dívidas soberanas dos Estados. “Os países nunca foram tão solicitados para salvar as economias do colapso”, escreve a revista.
Outro destaque, nas páginas interiores, é a implicação da Eritreia na ofensiva lançada pela Etiópia contra a região do Tigré. A revista explica “porque é que os antigos inimigos se aliaram”.
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