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Ficha técnica – “Vidas secas” – 1938 – Graciliano Ramos.
(Parte 2)
P2016-009-B
Edição
73ª edição. Editora Record.
Apresentação, produção e edição
Luciene Teixeira.
Leobaldo Prado.
Estéfani Martins.
Convidados especiais
Bruno Curcino, professor de Literatura.
Cirlei Garcia, professora de Literatura.
Presenças ilustres
Laura, Júlia, Larissa e Monique.
Músicas
1 – Baiano e os Novos Caetanos – “Volume 1” – 1974 – “Folia de Reis”.
2 – Fim de feira – “A revolução dos pebas” – 2008 – “Estradas e Retirantes”.
3 – Antônio Nóbrega – “Madeira Que Cupim Não Rói / A Pancada do Ganza 2” – 1997 – “Madeira que cupim não rói”.
4 – Raimundo Sodré – “A massa” – 1980 – “A massa”.
5 – Pifarinha – “Do coco ao barroco” – 2008 – “O Sertão da farinha podre”.
6 – Sergio Sampaio – “Eu quero é botar meu bloco na rua” – 1973 – “Eu quero é botar meu bloco na rua”.
7 – Caçapa – “Elefantes da rus nova” – 2011 – “Rojão Nº 1”.
8 – O Rappa – “Lado B Lado A” – 1996 – “O homem amarelo”.
9 – Orquestra Armorial – “Gavião” – 1976 – “Aboio esporiado”.
10 – Lula Côrtes e Zé Ramalho – “Paêbiru” – 1975 – “Não existe molhado igual ao pranto”.
11 – Maria Bethânia – “A força que nunca seca” – 1999 – “A força que nunca seca”.
12 – Comadre Florzinha – “Comadre Florzinha” – 1999 – “Angicos”.
13 – Fim de feira – “A revolução dos Pebas” – 2008 – “Estradas e retirantes”.
14 – Ednardo – “Ednardo” – 1979 – “Enquanto engoma a calça”.
15 – Quarteto Novo – “Quarteto novo” – 1967 – “Canta Maria”.
16 – Baiano e os Novos Caetanos – “Volume 1” – 1974 – “Urubu tá com raiva do boi”.
Referências teóricas
1 – Graciliano Ramos
Falo somente com o que falo:
com as mesmas vinte palavras
girando ao redor do sol
que as limpa do que não é faca:
de toda uma crosta viscosa,
resto de janta abaianada,
que fica na lâmina e cega
seu gosto da cicatriz clara.
Falo somente do que falo:
do seco e de suas paisagens,
Nordestes, debaixo de um sol
ali do mais quente vinagre:
que reduz tudo ao espinhaço,
cresta o simplesmente folhagem,
folha prolixa, folharada,
onde possa esconder-se na fraude.
Falo somente por quem falo:
por quem existe nesses climas
condicionados pelo sol,
pelo gavião e outras rapinas:
e onde estão os solos inertes
de tantas condições caatinga
em que só cabe cultivar
o que é sinônimo da míngua.
Falo somente para quem falo:
quem padece sono de morto
e precisa um despertador
acre, como o sol sobre o olho:
que é quando o sol é estridente,
a contrapelo, imperioso,
e bate nas pálpebras como
se bate numa porta a socos. (João de Cabral de Melo Neto)
2 – “Morte e vida severina” – 1967 – João Cabral de Melo Neto.
3 – “Zezinho, o dono da porquinha preta” – 1981 – Jair Vitória.
4 – “Os dez mandamentos” – 1956 – Cecil B. DeMille.
5 – “Os pássaros feridos” – 1983 – Daryl Durke.
6 – “Sissi, a imperatriz” – 1956 – Ernst Marischka.
Indicações
1 – “Antônio Candido, leitor de Graciliano Ramos” – Luís Bueno de Camargo.
http://revistas.ufpr.br/letras/article/view/10944/10554
2 – “A arte de ter razão” – Arthur Schopenhauer.
https://kosmotheories.files.wordpress.com/2016/02/38-estrategias-para-vencer-qual-arthur-schopenhauer.pdf
3 – “Morte e vida severina” – 1967 – João Cabal de Melo Neto.
http://www.curso-objetivo.br/vestibular/obras_literarias/Joao_Cabral_Melo_Neto/morte_severina.pdf
http://cdnbi.tvescola.org.br/resources/VMSResources/contents/document/publications/1402921167454.pdf
4 – “Discurso sobre a servidão voluntária” – 1549 – Étienne de La Boétie.
5 – “Vidas secas” – 2015 – Eloar Guazelli e Arnaldo Branco.
http://www.record.com.br/images/livros/capitulo_gc2brr.pdf
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