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Cantora fala sobre a fama: "Você vai no Jô e no mesmo dia já tem neguinho te enchendo o saco no Twitter"
Ela é uma das belas e talentosas cantoras que o Brasil vem revelando nos últimos anos e acaba de lançar o novo disca Cavaleiro Selvagem Aqui te Sigo. Em 2004, enquanto morava em Paris, conheceu o Seu Jorge, que a convidou para abrir os shows da sua turnê europeia. No ano seguinte, de volta ao Brasil, começou a trabalhar em seu primeiro disco solo, o Kavíta 1, seguido pelo Peixes Pássaros Pessoas, de 2009. O papo no Trip FM é com Mariana Aydar, um dos novos e fortes nomes da música brasileira, que falou sobre sua relação com os rótulos a que estão sujeitas todas as cantoras de sua geração, especialmente aquelas mais próximas ao samba.
"Eu vejo isso como uma coisa natural. Eu não me importo de ser chamada de cantora de samba. Mas ser rotulada de sambista eu não acho legal. Simplesmente porque eu acho que você precisa comer muito arroz com feijão para chegar a isso. E também tem que fazer só isso. Se você é uma sambista você só canta samba e não é o meu caso, desde o primeiro disco. Eu amo o samba. Amo a música brasileira. MPB já é em si um termo um pouco estranho, então eu digo que gosto de música brasileira. O samba está junto. Eu canto o que bate no meu coração e ali tem muito da música brasileira."
"E também não me importo de ser colocada na caixa da nova safra de cantoras da música brasileira. Eu acho que realmente há uma nova safra de cantoras que são excelentes e me sinto muito feliz de fazer parte de uma geração como essa. Não só de cantoras como também de compositores, instrumentistas e cantores. Tem mesmo uma nova geração por aí. Eu gosto demuita gente: da Luiza Maita, da Karina Buhr, da Thalma de Freitas, da Céu, da Nina Becker, adorei o disco novo da Thais Gulin. Tem muita gente mesmo."
"Você vai no Jô e no mesmo dia já tem neguinho te enchendo o saco no Twitter. Me deixa, sabe? Enche o saco"
Mariana também comentou o novo momento na carreira, com mais exposição na grande mídia. Na semana em que, pela primeira vez, visitou o talk show mais popular do Brasil, a cantora discute a influência da televisão na carreira dos artistas e aponta o lado chato de ser convidada a ficar sob os holofotes do Programa do Jô Soares, na Rede Globo.
"Muitas vezes é chato mesmo lidar com os condicionamentos que você tem. Tem vezes que é chato ser você mesmo. Então é bom poder, de vez em quando, arrumar outros jeitos de ver e de pensar. Isso tem a ver também com a fama. Com a exposição, na verdade. Não é nem fama em si porque eu não me vejo como famosa. O problema está nesse negócio de se expor. É essa coisa que você vai no Jô e no mesmo dia já tem neguinho te enchendo o saco no Twitter. Me deixa, sabe? Enche o saco."
Paralelamente à carreira de cantora, Mariana está finalizando a produção de um documentário sobre a carreira de um de seus ídolos, o mestre do forró, Dominguinhos.
"O projeto do documentário do Dominguinhos já está rolando há uns seis anos. E a ideia nasceu de mim e do Eduardo Nazarian, porque nós achamos o Dominguinhos um gênio, com um coração incrível, além de tudo, porque isso é um traço que também está muito ligado ao gênio. Ele é um cara que toca tudo. Onde ele vai, em qualquer lugar, em qualquer tipo de música, ele se joga e é sempre o Dominguinhos. Isso é raro de se ver. E principalmente porque a música dele toca no nosso coração e ponto."
O Trip Fm vai ao ar na grande São Paulo às sextas às 20h, com reprise às terças às 23h pela Rádio Eldorado Brasil 3000, 107,3MHz |