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Crises da magnitude como a que estamos vivendo clamam por explicações no campo da lógica e da ética, e o filósofo João Carlos Brum Torres e o médico emergencista e doutor em filosofia Marco Antonio de Azevedo conversam aqui sobre um mundo que já mudou.
E mudou por inflexão, sem gradualismo. Isso nos demanda recursos excepcionais para compreender onde estamos e para onde vamos. E, por óbvio, esses são recursos multidisciplinares.
Todo o conhecimento já produzido não pode impedir a eclosão da pandemia. Toda a ciência do mundo não pode, até aqui, endereçar o fim da pandemia.
E ninguém, fora do terraplanismo, subestima os impactos que já sentimos e os que sobrevirão. Hora de reunir o melhor dos melhores, em todas as disciplinas e muito especialmente da filosofia.
Até porque, como falou Leonid Brejnev, em tempos bicudos “não há nada mais prático que uma boa teoria”
A pandemia em que estamos mergulhados, não tem precedentes. É maior, mais pervasiva, mais insidiosa e mais universal, seja em dimensões geográficas ou demográficas ou existenciais.
O desafio de entender além das platitudes, requer especialistas capazes de decifrar o que há de subjacente ao nocaute que todos tomamos da praga.
Precisamos capturar os significados que persistirão e afetarão nossa existência de agora em diante. Que venham os filósofos! |