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Podcast: Saúde
Episode:

Falta de sono na infância poderia afetar resposta imunitária na idade adulta

Category: News & Politics
Duration: 00:05:14
Publish Date: 2022-04-19 06:52:02
Description: Qual é a relação entre a quantidade de sono na primeira infância e o sistema imunológico na idade adulta? A pesquisadora francesa Sabine Plancoulaine, do Centro de Pesquisa em Epidemiologia e Estatísticas de Paris, do Inserm (Instituto de Pesquisas Médicas da França), sugere que crianças que têm períodos de sono mais curtos estariam mais predispostas ao desenvolvimento de várias patologias inflamatórias. Taíssa Stivanin, da RFI No estudo, a cientista francesa mostrou que períodos curtos de sono na primeira infância estão associados ao aumento, no sangue, de certas moléculas envolvidas em processos inflamatórios e na resposta imunológica. Essas moléculas, conhecidas como citocinas, estão presentes, em nível superior, em várias doenças, como diabetes, arteriosclerose ou depressão. O estudo utilizou os dados de um grupo de 687 crianças, que efetuaram exames de sangue aos cinco anos para medir os níveis de várias citocinas. Os pacientes que participaram do estudo não tiveram problemas de saúde e são filhos de mulheres recrutadas entre 2003 e 2006, na 24ª semana de gravidez, no hospital universitário de Nancy e Poitiers, no leste da França. Os exames de sangue foram realizados entre 2008 e 2011. A pesquisa concluiu que as crianças que dormiam menos de 10 horas e meia por dia, entre 2 e 5 anos, ou começaram a dormir bem menos nessa mesma idade, tinham níveis mais elevados, ainda que dentro da norma, de dois tipos de citocinas envolvidas nos processos inflamatórios: a chamada interleucina-6 (IL-6), substância ligada às ocorrências de reações inflamatórias e o TNF alpha (fator de necrose tumoral).  Essa alteração já havia sido detectada em outros estudos experimentais de privação de sono em adultos.  O aumento do nível das citocinas, explica a cientista, poderia ser preditivo de um problema de saúde futuro. “Esta é a minha hipótese, se observarmos os resultados obtidos, mas é preciso verificar se essa situação se mantém ao longo dos anos”, disse Sabine Plancoulaine em entrevista à RFI Brasil. “Ainda não sabemos, por exemplo, se essa taxa já estava aumentada antes dos dois anos de idade e se pode ser associada ao sono alterado”, completa. Nova pesquisa A próxima etapa agora é analisar se o nível de citocinas já era diferente quando as crianças nasceram e se há relação entre essas taxas e a duração do sono na primeira infância. A cientista lembra que as citocinas também são influenciadas pelo chamado ritmo circadiano, o mecanismo biológico que coordena processos fisiológicos do dia e da noite. “Em um período de 24 horas, o sistema imunológico não funciona da mesma maneira”, explica. “Na pesquisa, para levar esse aspecto em consideração, consideramos também o horário em que foi medido o nível das citocinas”, diz. A pesquisa atual já aponta para uma possível predisposição das crianças que dormem pouco para problemas de saúde na idade adulta. “Podemos imaginar que, se entre dois e cinco anos, as crianças já tinham níveis mais altos de citocinas, se isso continuar na idade adulta, o efeito será cumulativo”, diz a pesquisadora. “Podemos imaginar que, se continuarem a dormir pouco, os níveis de citocina poderiam aumentar cada vez mais e na idade adulta eles vão desenvolver problemas inflamatórios e patologias associadas à inflamação. “
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