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Description:
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No dia da Consciência Negra, outro homem negro foi morto por seguranças de um supermercado. Desde 3 de novembro, o Amapá mergulhou num cenário apocalíptico, com mais de 90% da população sem acesso a eletricidade. “Tudo aquilo que cada um de nós se acostumou a considerar desde o nascimento como um direito adquirido e irrevogável, o acesso à eletricidade abundante e relativamente barata, sumiu da realidade cotidiana.”, escreve o cientista Miguel Nicolelis, que vê no infeliz evento um vanguardismo brasileiro no retorno à idade Média. Nosso elenco debate essa sensação de fragilidade, de estarmos a um passo do fim dos contratos sociais, do caos absoluto. E também a comoção seletiva: Rio de Janeiro ou São Paulo estariam vivendo a mesma saga? Se não fosse negro, o homem do supermercado teria a mesma sorte? Como equilibrar os privilégios geográficos e sociais? Ou o fim do mundo também é seletivo? |