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O livro Privacy is Power, publicado agora pela filósofa Carissa Véliz, mostra como a exposição contemporânea nos deixa vulneráveis. “Sem privacidade não há garantia de igualdade, nem justiça, nem liberdade, nem democracia.”, diz ela, que cita o nazismo: na França, onde o censo não coletou informações sobre religião, mataram apenas 25% dos judeus; na Holanda, que tinha esse registro, assassinaram 75%. Numa lente mais
cotidiana, ela mostra que uma empresa poderá comparar dados de dois candidatos e descobrir que um deles professa uma religião ou apoia um partido, ou tem problema de saúde, e aí contratar o candidato que tem a religião "certa", apoia o partido “certo” e é mais saudável. É ilegal, mas quem vai ficar sabendo? É o oposto do currículo cego, que vem sendo defendido para diminuir desigualdades nas contratações. O Papo debater o valor da nossa privacidade e como nós mesmos lidamos com as informações alheias a que temos acesso. Que triagens fazemos com base no que os outros compartilham? Googlar o nome do médico, do professor do filho, ou da pessoa que você acabou de conhecer no bar, é critério justo de avaliação? |