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A vitória de Emmanuel Macron na eleição presidencial francesa indica uma continuação das políticas internacionais do atual governo francês nos próximos anos. Contrariando os planos nacionalistas apresentados por sua oponente Marie Le Pen durante a campanha eleitoral, Macron visa uma França presente na União Europeia e cada vez mais alerta às suas responsabilidades como membro da Otan.
O presidente francês defende a importância da colaboração contínua entre países europeus para o fortalecimento da segurança no continente, especialmente no contexto geopolítico dos dias de hoje.
Como único chefe de Estado da Otan capaz de estabelecer uma linha de negociação semi estável com Vladimir Putin após a invasão da Ucrânia, Macron oferece um capital diplomático que pode ser valioso no desenrolar da guerra e também para o futuro das relações entre Otan e Rússia. O sucesso de um potencial acordo de cessar-fogo pode depender da influência de Macron como interlocutor principal no diálogo entre o Oeste e Putin.
Apesar da diplomacia, Macron tem direcionado seu governo a uma conduta de prontidão que se compromete com a rejeição e abominação completa das ações do líder Russo. A França liderada por Macron já forneceu equipamentos e armamentos para os ucranianos através da Otan, participando indiretamente da guerra. Macron procura um equilíbrio entre uma liderança europeia forte e um acesso diplomático mais desenvolvido: combinação que tende a consolidar uma perspectiva de segurança e estabilidade para o oeste europeu no futuro próximo.
Mesmo com as tensões recentes, Putin foi um dos primeiros a felicitar Macron por sua reeleição. "Desejo com sinceridade sucesso em sua ação pública, assim como uma boa saúde", disse o líder de Moscou em um telegrama enviado a Macron, de acordo com o Kremlin.
Liderança francesa por uma união do oeste e do leste europeu
A reeleição de Macron tendo ocorrido em meio à guerra na Ucrânia, também oferece uma oportunidade para que o governo francês fortaleça suas relações com países do Leste Europeu. Já que a invasão russa se tornou prioridade dentre as políticas internacionais de nações europeias, transcendendo desavenças prévias entre aliados da Ucrânia, Macron pode melhorar seu relacionamento com o primeiro-ministro polonês Mateusz Morawiecki, revigorando a união do oeste e leste europeu por meio de uma liderança francesa.
A existência de tal preocupação imediata em comum também facilita a reaproximação da França com os Estados Unidos, que vêm trabalhando para recuperar um bom relacionamento desde que a crise dos submarinos do ano passado fomentou certa tensão diplomática entre Paris e Washington. Com o presidente francês sendo reeleito, Joe Biden garante o comprometimento de um de seus principais e mais poderosos aliados da Otan com a manutenção de relações internacionais tanto na Europa quanto no resto do mundo.
Uma França que preza pelo fortalecimento da Otan e da União Europeia agrada aos EUA, pois consolida a força diplomática e militar da aliança não só em relação à Rússia, mas a qualquer outro país que ameace a segurança de seus membros. |