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Você fez o exame genético e descobriu variantes lentas dos genes DAO, COMT e MAOA. E agora? O objetivo do exame genético não é desesperar ninguém, mas abrir novas avenidas para o autocuidado. Estas variantes genéticas reduzem a atividade de enzimas responsáveis pela degradação de histamina, dopamina, serotonina, adrenalina e outras aminas biogênicas. Mas isso não significa doença. • COMT → metaboliza catecolaminas como dopamina, noradrenalina e adrenalina • MAOA → degrada serotonina, dopamina e outras monoaminas • DAO → principal enzima da degradação da histamina alimentar
Quando essas vias funcionam mais lentamente, pode existir maior tempo de ação desses neurotransmissores e menor capacidade de “limpeza” metabólica. Podem aumentar a sensibilidade fisiológica ao ambiente, ao stress, à alimentação, aos hormônios e a alguns medicamentos. Na prática, algumas pessoas apresentam maior tendência a: • ansiedade e hiperalerta • dificuldade para “desligar” o cérebro • distúrbios do sono • irritabilidade e baixa tolerância ao stress • enxaquecas • palpitações • sensibilidade à cafeína e álcool • sintomas relacionados à histamina: rubor, rinite, urticária, desconforto gastrointestinal • TPM intensa e maior sensibilidade hormonal • sintomas tipo POTS: tontura, fadiga, taquicardia ao levantar Mas genética não atua sozinha. O impacto clínico depende da interação com: • microbiota intestinal • inflamação • SIBO/disbiose • consumo de álcool • qualidade do sono • stress crônico • deficiências nutricionais • carga hormonal DAO lento, por exemplo, muitas vezes só se torna problemático quando existe inflamação intestinal ou excesso de carga de histamina. Outro ponto importante: esses polimorfismos são relativamente comuns na população. Eles não determinam destino, personalidade ou diagnóstico. Eles apenas modulam tendência biológica e resposta ao ambiente. Estratégias que costumam ajudar: • regulação do stress e sono • redução de excesso de histamina alimentar em fases sintomáticas • suporte intestinal • correção de deficiências nutricionais • magnésio, vitaminas do complexo B, vitamina C e cobre, quando indicados Genética funcional não serve para rotular pessoas. Serve para entender vulnerabilidades fisiológicas e individualizar intervenções. Quer aprender mais? Marque sua consulta ou acesse os cursos de genômica e metabolômica.
Consultas de Nutrição
Consultoria nutricional com Andreia Torres, nutricionista com mestrado, doutorado e mais de 20 anos de experiência profissional. https://andreiatorres.com/consultoria |