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O hormônio do crescimento é secretado de forma pulsátil pela hipófise anterior e atua principalmente através do eixo GH–IGF-1. Tem papel central em: 1. Composição corporalEstimula síntese proteica Promove manutenção de massa magra Favorece lipólise Reduz acumulação de gordura visceral
2. Metabolismo energéticoAumenta mobilização de ácidos gordos Modula sensibilidade à insulina Participa na adaptação ao jejum e ao exercício
3. Integridade estruturalEstimula crescimento e remodelação óssea Participa na manutenção de cartilagem Contribui para reparação tecidual
4. Função cardiovascularInfluencia perfil lipídico Atua na função endotelial Contribui para composição corporal favorável ao risco metabólico
Regulação de GHGH é regulado por:
Lu et al., 2019
Qualquer intervenção deve considerar o eixo hipotálamo-hipófise-IGF-1. Queda da GH com o envelhecimentoA partir da terceira década de vida ocorre redução progressiva da secreção pulsátil, fenómeno frequentemente denominado somatopausa. Mecanismos envolvidos: Redução da secreção de GHRH Aumento relativo da somatostatina Alterações do sono profundo Aumento da adiposidade visceral Redução da amplitude dos pulsos hormonais
A diminuição é fisiológica e gradual. Consequências da redução1. Alterações na composição corporalAumento de massa gorda, especialmente visceral Redução de massa muscular Diminuição de força e desempenho funcional
2. Metabolismo3. Sistema ósseo4. Função física globalRedução de capacidade regenerativa Recuperação mais lenta após exercício Diminuição da performance
Intervenções sobre sono, exercício e estado energético podem atenuar parcialmente a redução funcional associada à idade. Estratégias Naturais para Otimizar a Secreção de Hormona de CrescimentoA secreção de GH é pulsátil, com pico predominante durante o sono profundo. A modulação fisiológica do eixo hipotálamo–hipófise pode ser estimulada por intervenções comportamentais consistentes. 1. Sono como principal determinante A maior libertação ocorre durante o sono de ondas lentas. Privação de sono reduz amplitude dos pulsos e altera o eixo neuroendócrino. Estratégias: A qualidade do sono tem impacto superior à maioria das intervenções isoladas. 2. Exercício físico de alta intensidade ️O estímulo metabólico é o principal indutor agudo. Treino resistido com: HIIT promove aumento transitório através de elevação de lactato e catecolaminas. O efeito é dependente de carga, densidade e recuperação adequada. Exercício aeróbio (10 a 20 minutos ao dia) faz pico que se mantém por 2 horas. É necessário nível de intensidade próximo ao limiar de anaerobiose para o estímulo de GH. 3. Redução de adiposidade visceralA gordura abdominal está associada a menor secreção pulsátil. Mecanismos envolvidos: A diminuição de massa gorda melhora a responsividade hipofisária. 4. Estratégias nutricionais ️Controle da insulinaA insulina elevada inibe a secreção de GH. Dietas com menor carga glicémica e controlo do excesso calórico favorecem o padrão pulsátil. Evitar açúcares. Jejum intermitentePeríodos prolongados sem ingestão alimentar podem aumentar secreção de GH, principalmente por redução de insulina e aumento de lipólise. Proteína adequadaEvitar déficits prolongados que comprometam massa magra e função metabólica. SuplementaçãoPara aumentar IGF1 é importante que não faltem calorias, aminoácidos, cálcio, vitaminas, zinco, selênio, magnésio, potássio. A niacina (vitamina B3) atua como um secretagogo, aumentando a secreção de GH quando usado na dose de 0,2 a 1g ao dia, à noite, especialmente em indivíduos abaixo de 40 anos. Não eficaz em obesos, por alterações do eixo somatotrófico, hiperinsulinemia, menor grelina basal e aumento da somatostatina. Melatonina em dose baixa (0,21 a 0,5 mg) também atua como secretagogo. Arginina (7 a 12 g), uma hora antes do exercício físico ou antes de deitar aumenta GH em jovens (abaixo dos 35 anos, principalmente). Não deve ser usado em pacientes com herpes pois a arginina favorece a replicação viral. Quem tem herpes deve usar lisina (500mg, duas vezes ao dia), que também estimula GH. Glutamina (2g antes de deitar) também estimula a secreção de GH, principalmente até os 60 anos. Não usar em pacientes com linfoma e leucemia. Quem não puder usar ou agitar demais com glutamina pode usar glicina, que também estimula GH (0,5 a 1,0g ao dia, antes do exercício físico ou antes de deitar). 5. Gestão do stress metabólicoEstímulos agudos controlados podem aumentar a libertação hormonal: O efeito depende de equilíbrio entre estímulo e recuperação. 6. Micronutrientes em contexto de deficiênciaDeficiências podem comprometer o eixo hormonal. Vitamina D, zinco e magnésio devem ser avaliados quando clinicamente indicado. Correção de carências tende a normalizar a função fisiológica, sem exceder valores supra fisiológicos. Intervenções comportamentais sustentáveis produzem efeitos fisiológicos mais consistentes do que estratégias pontuais. A regulação do eixo neuroendócrino responde primariamente ao equilíbrio energético, estímulo muscular e integridade do sono. E o uso do hormônio do crescimento? Existem indicações médicas específicas, baseadas em deficiência comprovada, como por exemplo, deficiência genética em crianças, caquexia associada ao HIV e problemas hipofisários. Atualmente o GH também é usado por médicos que fazem reposição hormonal para redução de danos associados ao envelhecimento. Contudo, é importante lembrar que GH reduz cortisol e não deve ser usado em quem já tem níveis baixos. Além disso, antes do uso de GH o estilo de vida deve ser melhorado, exames feitos e os demais hormônios devem estar ajustados. O hipotireoidismo, por exemplo, precisa ser corrigido antes de uso de GH, pois T3 estimula IGF1. GH não funciona bem sem T3 corrigida. Estrogênios orais e cortisol em altas doses inibem secreção de GH. Sempre converse com um endocrinologista, caso existam dúvidas em relação à melhor conduta para seu caso.
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