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A microbiota intestinal contribui para a regulação da homeostase energética e tem sido associada tanto ao excesso de peso corporal e acúmulo de massa gorda (sobrepeso, obesidade) quanto à perda de peso, fraqueza, atrofia muscular e depleção de gordura (ou seja, caquexia). A figura abaixo traz as principais áreas cerebrais envolvidas na alimentação homeostática (núcleo arqueado, núcleo paraventricular e hipotálamo lateral) e hedônica (área tegmental ventral, núcleo accumbens, estriado e córtex pré-frontal).
ARC (núcleo arqueado), PVN (núcleo paraventricular), LH (hipotálamo lateral), VTA (área tegmental ventral), NA (núcleo accumbens), estriado e PFC (córtex pré-frontal) - Hul et al., 2024
Efeito dos microorganismos e metabólitos intestinais no contexto da obesidade e comorbidades relacionadasAs bactérias intestinais podem se transformar, decompor e produzir compostos, resultando em uma infinidade de metabólitos microbianos, como ácidos graxos de cadeia curta (AGCC), ácidos biliares (AB), lipídios bioativos, aminoácidos (AA), indóis e vitaminas. Acredita-se que o microbioma humano produza ou processe mais de 55.000 compostos diferentes, muitos dos quais podem modular a fisiologia e a fisiopatologia do hospedeiro de alguma forma. Para tanto, as bactérias usam substâncias prebióticas, incluindo polissacarídeos não-amiláceos, amido resistente, oligossacarídeos resistentes (XOS, GOS, FOS, POS, dextrinas resistentes) e polifenóis.
Hul et al., 2024
Fibras prebióticas alteram a composição e/ou a atividade da microbiota intestinal, com produção de AGCC e outros metabólitos que são usados no cólon ou no fígado, afetando suas funções. Metabólitos podem se ligar e ativar receptores acoplados à proteína G, levando à produção de hormônios intestinais, regulando beneficamente a homeostase energética e a função da barreira intestinal.
Funções e efeitos das enterosinas (moléculas derivadas no intestino) e que conseguem modular neurônios entéricos, diminuindo a motilidade duodenal para (i) reduzir a absorção de glicose e (ii) restaurar o eixo intestino-cérebro-periferia e a sensibilidade à insulina durante o dia (Hul et al., 2024)
Nutrição de nova geração: integrando o microbioma nas recomendações alimentaresO microbioma — o conjunto de micro‑organismos que habitam o intestino — funciona como um mediador importante da forma como a alimentação afeta o organismo: metabolismo, imunidade, integridade intestinal, entre outros.
Hul et al., 2024
A dieta fornece substratos (por exemplo fibras alimentares, polifenóis, outros micronutrientes) que são metabolizados pelo microbioma, produzindo metabólitos (como ácidos gordos de cadeia curta) que têm efeitos fisiológicos no hospedeiro.
Armet et al., 2022
O microbioma, por sua vez, modula digestão, absorção, imunidade, homeostase metabólica e barreira intestinal — o que significa que a “qualidade” da microbiota pode influenciar como o indivíduo responde à alimentação. Assim, as recomendações dietéticas devem levar em consideração a ciência do microbioma.
Armet et al., 2022
O que comemos, como comemos, com quem comemos, tudo importa. Além de vegetais ricos em fibras e polifenóis, devemos levar em conta o contexto individual (histórico alimentar, genética, estilo de vida) e o microbioma próprio que tornam cada pessoa um “ecosistema” distinto.
Armet et al., 2022
O microbioma e a dieta não são respostas mágicas a tudo, mas sem eles funcionando bem, a saúde é sim afetada. Lembrar que existem outros fatores (genética, ambiente, estilo de vida) que devem ser levados em consideração. Modulação intestinal (curso online): https://bit.ly/disbiose-at
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