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Description:
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A quimioterapia é um tratamento que salva vidas em pacientes com câncer, mas também é comum que cause comprometimento cognitivo de longo prazo, situação conhecida como "chemobrain". A clínica inclui um conjunto de sintomas como lapsos de memória, dificuldade de concentração e sensação de nevoeiro mental. A figura abaixo mostra uma linha preta representando o envelhecimento cognitivo normal (esperado), com redução lenta e gradual da capacidade cognitiva ao longo do tempo, que, no entanto, permanece acima do limiar para o desempenho cognitivo normal. Semelhante à doença de Alzheimer, o chemobrain envolve um declínio acelerado do comprometimento cognitivo, embora menos grave. Como na lesão cerebral traumática, o início do chemobrain é conhecido e o declínio inicial é seguido por um período de recuperação, que, no entanto, pode não retornar a capacidade cognitiva ao nível normal, se estratégias apropriadas não forem adotadas.
Nguyen, & Ehrlich, 2020
Por que o cérebro é vulnerável?A quimioterapia pode afetar a neuroplasticidade, reduzir a neurogênese, causar disfunção mitocondrial, aumentar a inflamação, o estresse oxidativo, o dano ao DNA, gerar perdas de sinapses e neurônios no sistema nervoso central. Esses fatores tornam o cérebro mais suscetível a danos e dificultam a recuperação. Estudos mostram que algumas estratégias são fundamentais para prevenir e aliviar o chemobrain: |