A narrativa do contista e advogado curitibano, Dalton Trevisan era concisa e tinha um estilo cinematográfico. Dono de um do texto ímpar da literatura brasileira, Trevisan descreveu como poucos a rotina das noites curitibanas, com personagens marcantes. O ator João Luiz Fiani afirma que sempre foi muito fácil falar do escritor, e que teve o privilégio de encenar nos palcos várias obras dele.
Conhecido como o Vampiro de Curitiba, Dalton era incompreendido, vivia recluso, e era avesso a entrevistas e fotografias. Entre as obras que consagraram o contista estão o Vampiro de Curitiba e a Polaquinha.
O Governo do Estado lamentou profundamente a morte de Dalton Trevisan, um dos maiores escritores da história do Paraná. Dalton cravou uma marca importante na literatura paranaense e brasileira, escreveu dezenas de livros e criou personagens icônicos”, Ele foi premiado quatro vezes com o Prêmio Jabuti (1960, 1965, 1995 e 2011) e também ganhou o Troféu APCA, o Prêmio Camões e o Prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, lembrou o governador Ratinho Junior.
O prefeito de Curitiba, Rafael Greca, também fez um post nas mídias sociais sobre os vários prêmios do escritor. Nas palavras dele “perdemos o único contista, um dos melhores escritores do Brasil”. Greca também citou os principais prêmios que o curitibano ganhou na carreira.
O ator João Luiz Fiani rendeu homenagem ao amigo, e declamou aos ouvintes da Rádio BandNews parte do conto, A Namorada de Dalton Trevisan.
A despedida do escritor Dalton Trevisan será restrita à familiares. Ele morreu ontem à noite (segunda), aos 99 anos.
Reportagem: Lúcio André
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