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O processo de Jorge Guaranho, réu por matar a tiros o tesoureiro do PT, Marcelo Arruda, permanece em Foz do Iguaçu, no oeste do estado. Há mais de três semanas, o Tribunal de Justiça do Paraná determinou o envio dos autos para Curitiba, mas a decisão ainda não foi cumprida pela vara que antes era responsável pelo caso.
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A demora atrasa o início da principal fase que é aguardada por familiares e amigos de Marcelo Arruda: a realização da sessão de julgamento no Tribunal do Juri. Para Pâmela Suellen Silva, viúva de Marcelo Arruda, os constantes adiamentos da data do julgamento prolongam o sofrimento da família, enquanto o caso não é resolvido pela Justiça.
Na próxima terça-feira (9), o crime completa dois anos. Neste período, o Júri popular chegou a ser adiado por três vezes. Em abril, o julgamento chegou a começar, mas foi interrompido após a defesa de Jorge Guaranho abandonar o plenário.
Em 13 de junho, o Tribunal de Justiça do Paraná determinou que o julgamento seja realizado em Curitiba. Segundo a corte, a exposição midiática e a comoção gerada pelo caso, contamina a imparcialidade dos jurados, sendo impossível de ser realizado um julgamento justo em Foz do Iguaçu, cidade onde aconteceu o crime.
Desde aquela data, porém, o processo permanece aos cuidados da vara do oeste do estado. O envio do processo para a capital depende de poucos cliques, no sistema de processo eletrônico, mas que ainda não foram realizados, passados 25 dias da ordem do Tribunal.
O Tribunal de Justiça do Paraná foi procurado, mas não ainda respondeu aos questionamentos da reportagem, quanto à demora do envio do processo para Curitiba.
Marcelo Arruda foi morto enquanto comemorava o aniversário de 50 anos com amigos e familiares, em um clube, em Foz do Iguaçu. A festa tinha como tema o Partido dos Trabalhadores e o presidente Lula. Conforme as investigações, Jorge Guaranho invadiu a comemoração e iniciou uma discussão com a vítima, na sequência foi embora. Cerca de 10 minutos depois, o ex policial penal retornou ao local armado e disparou contra Marcelo. A vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos.
A principal tese do Ministério Público do Paraná é que o crime teve motivação política. O ex-policial penal Jorge Guaranho é réu por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e perigo comum. Ele está preso desde agosto de 2022, no Complexo Médico Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba.
Reportagem: David Musso
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