Com um caso confirmado neste ano e 43 notificações, o Paraná monitora a situação da febre maculosa. O único registro da doença foi em Foz do Iguaçu, na região oeste.
A transmissão da febre maculosa ocorre por meio do contato com o carrapato-estrela, infectado por uma bactéria específica.
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O infectologista do Hospital São Marcelino Champagnat, Bernardo Almeida, explica como ocorre a transmissão e quais os principais sintomas da doença.
O parasita costuma se alojar em cachorros, capivaras, cavalos e bois, e dessa forma consegue alcançar e infectar pessoas. De acordo com a Secretaria Estadual da Saúde, o carrapato-estrela é encontrado com mais facilidade em locais próximos a matas, com umidade elevada.
Para quem mora ou frequenta esses locais, o infectologista passa algumas dicas para evitar o contágio.
A febre maculosa tem cura, desde que o tratamento com antibióticos seja introduzido nos primeiros dois ou três dias, após a suspeita do contágio. Em 2022, nove casos da febre maculosa foram confirmados no Paraná, com duas mortes.
Em Curitiba, não há nenhum caso da doença. A Secretaria Municipal do Meio Ambiente, informa que monitora as 188 capivaras que existem na capital.
Foto: Cesar Brustolin/ SMCS
Mesmo assim, o diretor do Departamento de Pesquisa e Conservação da Fauna, Edson Evaristo, afirma que é preciso manter a distância do animal.
Outro fator que diminui as chances da proliferação de casos da febre maculosa é o clima frio de Curitiba. A baixa temperatura favorece a não existência de superpopulação, tanto da capivara quanto dos carrapatos.
Reportagem: Francine Lopes e Fred Fiandanese
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