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Description:
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O artista Francisco Vidal cola catanas e usa-as como telas para pintar retratos de figuras africanas e da diáspora. Os gestos são amplos, as linhas caligráficas, as cores expressionistas. Para este português, angolano e cabo-verdiano, “a pintura é uma arma contra a guerra e contra a desumanização”, num grito contemporâneo contra a injustiça. Na sua obra palpitam a memória e a identidade de África, lutas antigas e actuais, em formas que combinam cubismo, cultura hip-hop, graffiti e arte urbana.
Francisco Vidal expôs em Paris em Novembro, pela primeira vez, e teve carta-branca para criar uma instalação imersiva na feira AKAA - Also Know As Africa. Desenhou retratos de 60 artistas africanos presentes no evento e também expôs outros rostos pintados sobre catanas. A morar em Lisboa, sonha trabalhar em Paris, depois de ter vivido em Berlim, Nova Iorque e Luanda. E é em Paris que a conversa acontece em torno da arte, do seu trabalho, dos seus significados, dos seus projectos e das suas influências.
“Eu acredito que qualquer gesto criativo é político” afirma o artista que acredita que “a pintura pode ser uma arma contra a guerra”. Francisco Vidal faz parte de “uma geração de artistas e pintores angolanos muito forte” e consciente que é preciso “um trabalho social mais activo e mais presente”, tanto mais que muitos vivem fora de Angola.
Oiça aqui a entrevista. |