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(Foto: Reprodução)
Estudantes que moram na USP reclamam de falta de assistência da universidade para prevenir a contaminação pelo novo coronavírus.
Entre as denúncias estão ambiente insalubre, encanamento rachado, ralo sem tampa, até bancos quebrados, assim como pisos, pias e mesas. Ainda há reclamações em função da falta de limpeza, de torneiras e fogões, que quando existem estão enferrujados. Estes ambientes são utilizados por mais de 1500 estudantes, a maioria deles de baixa renda e vindos de outros estados.
Para pior este cenário, o gás foi cortado, já que a empresa que fornece o serviço alegou risco de explosão. O estudante Gustavo Raime, que mora no Crusp desde 2015, diz que as pessoas que moram no local estão com medo de serem infectados pela doença:
A falta de internet é uma barreira recorrente nos oito blocos do Conjunto Residencial da USP, porque os estudantes estão tendo aulas à distância, exigindo o básico de conexão. A Associação de Moradores do Conjunto Residencial se reuniu com a Superintendência de Assistência Social no dia 17 de março.
A entidade solicitou todas as melhorias e a reitoria prometeu uma cozinha funcionando por bloco, além de dispositivos com álcool gel em todos os andares. No entanto, segundo os alunos, pouca coisa mudou desde lá. A promessa de religamento do gás até o dia 20, também não ocorreu.
O que mais preocupa é a alimentação. Todos os restaurantes estão fechados e, por isso, a USP disponibiliza marmitas para os estudantes. Para Gustavo Raime, no entanto, a distribuição precisa ser melhorada:
Outro problema são as aglomerações nas filas que se formam e na falta de marmitas pra todos, incluindo os moradores regulares. Procurada, a Superintendência de Assistência Social da USP afirmou que só o almoço é garantido em todos os dias da semana. Já o café da manhã e o jantar, somente de segunda a sexta.
Sobre a limpeza, garantiu que na semana passada foi distribuída a primeira parte do kit contendo água sanitária, detergente e sacos de lixo. E que nesta semana virá o complemento, com desinfetante, limpador multiuso, sabão em pedra e álcool gel pra todos os apartamentos.
Questionada sobre os problemas na internet, a USP destacou que a construção é antiga, as paredes são muito grossas e as janelas são insuficientes para atravessar o sinal, algo que é desmentido pelos próprios moradores.
Ainda de acordo com a instituição, um projeto de solução à longo prazo foi finalizado recentemente.
Por fim, sobre as cozinhas, a Superintendência de Assistência Social da USP disse que o estado precário se deve, na origem, ao mal-uso, à falta de limpeza pelos usuários e ao roubo de peças. A intenção é arrumar os locais, mas existe dificuldade pra encontrar fornecedores no momento.
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